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Como a mudança no Cadastro Positivo pode ajudar a reduzir os juros e expandir o crédito

Taxas de juros elevadas podem expulsar bons pagadores do mercado de crédito. Mas a mudança no Cadastro Positivo para formato opt-out tende a reduzir esse problema

Não é novidade que o Brasil possui um dos maiores spreads bancários do mundo. Em julho, de acordo com dados do Banco Central (BC), a diferença entre o que os bancos pagaram na captação de recursos e o que eles cobraram na concessão de empréstimos foi de 21,5 pontos percentuais (p.p.).

Comparações internacionais apontam para uma média mundial na casa dos 5 p.p., sendo que em pouquíssimos países o indicador supera a marca dos 10 p.p..

O elevado spread é prejudicial para a economia por pelo menos dois motivos. Em primeiro lugar, ele restringe a oferta de crédito e, consequentemente, o consumo e os investimentos.

Em segundo, ele resulta na transferência desproporcional de recursos de famílias e empresas para o sistema financeiro.

A composição do spread bancário já foi devidamente mapeada. De acordo com dados apresentados no início do ano pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, considerando apenas os recursos livres – desconsiderando-se, portanto, o crédito direcionado –, o spread médio das operações de crédito foi de 25,9 p.p. entre 2011 e 2016.

A inadimplência teria respondido por 11,9 pontos, ou 46% do total. O lucro dos bancos, por 6,8 pontos, ou 26,3%. Os impostos teriam sido responsáveis por 5,4 pontos, ou cerca de 21%. Os custos administrativos, por 1,1 ponto, e compulsórios, encargos e Fundo Garantidor de Crédito (FGC), por fim, por 0,8 ponto.

A inadimplência, portanto, responderia por quase metade do spread bancário no Brasil.

Confira o artigo na íntegra!

Fonte: Diário do Comércio


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