2024 tende a ser o melhor ano para o varejo em mais de uma década


Fonte: Diário do Comércio
Categoria: Comércio
15/10/2024

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Por Vitor Nuzzi - DC News

Com o bom desempenho de fatores determinantes do consumo, como emprego e renda, o ano de 2024 deverá terminar com crescimento de 4,2% no volume de vendas do comércio varejista. A projeção é do professor Ricardo Meirelles de Faria, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (Eaesp-FGV), e economista-chefe da Linus Galena Consultoria Econômica.

Se o resultado se confirmar, será – além do oitavo ano positivo consecutivo – o melhor desempenho do comércio varejista desde 2013 (alta de 4,3%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.

Para 2025, Meirelles – que é também professor associado do Centro de Excelência em Varejo (CEV) da FGV – acredita que as vendas continuarão no campo positivo, mas em ritmo menor: 1,3% de crescimento. Um número mais em linha com os últimos anos: 1,2% (2020), 1,4% (2021), 1,0% (2022) e 1,7% (2023).

Os dados da PMC mostram que o comércio tem se recuperado da pandemia, mas de maneira desigual. “Os setores foram afetados de forma muito assimétrica”, disse. “Alguns quase não foram afetados. Para outros, foi desastroso para outros.”

A atividade que inclui produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, por exemplo, está 47,2% acima de fevereiro de 2020, período que marca o início da pandemia – a projeção para esse grupo é de alta de 14% neste ano e de 7,4% em 2025. Já o segmento de hiper e supermercados, mais alimentação, bebidas e fumo, fica 11,2% acima de fevereiro de 2020.

Na média, o comércio varejista sobe 8,5%. Na outra ponta, móveis e eletrodomésticos (-8,1%) e tecidos, vestuário e calçados (-18%) ainda estão abaixo do período pré-pandêmico.

O IBGE divulgou na quinta-feira (10) os dados da PMC relativos a agosto, que mostram recuo de 0,3% em relação ao mês anterior, o que mostra estabilidade, de acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

As vendas crescem 5,1% sobre agosto do ano passado e também no acumulado de 2024: em 12 meses, a alta é de 4%, no 23º resultado positivo seguido nessa base de comparação.

Meirelles, da FGV, diz que os “resultados fortes são condizentes com a aceleração econômica de 2024 e bastante superiores aos anos anteriores”. Ele destaca a correlação positiva entre a evolução do varejo e um indicador de tendência de consumo elaborado pela consultoria Linus Galena (que inclui os fatores renda, confiança, endividamento e crédito deflacionado).

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Imagem: rawpixel em Freepik


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